Vida

Um Ex-Ateu e Jesus Cristo

Jesus: Segundo Cury.

Entrevistadora: "Eu soube que você não acreditava em Deus."

Augusto Cury: "É, eu fui um dos maiores ateus que pisou nesta terra. Talvez fui mais ateu do que Nietzsche, que escreveu sobre a morte de Deus; do que Jean-Paul Sartre; do que Diderot; do que Marx, que considerava Deus o ópio que entorpece a humanidade.

Como a minha teoria estuda a construção de pensamentos e a formação de pensadores, estudei como é que Freud libertou seu imaginário... e fui até Jesus Cristo. Esperava encontrar alguém de menor valor.

Estudei a mente, a história, as reações subliminares. Foram 15 anos escrevendo este livro, mas faz 20 anos que eu tenho estudado como pesquisador da psicologia, sociologia e psicopedagogia.

Eu fiquei perplexo porque percebi que Ele não cabe no imaginário humano. Eu me curvei humildemente à inteligência dele.

Agora veja bem: Pedro era imperativo, tenso e ansioso; João flutuava — num momento era amoroso, no outro queria destruir aqueles que não andavam com Jesus; Tomé era paranoico e inseguro; Mateus era corrupto e Judas Iscariotes era dissimulador.

Quem é que conseguiria escolher um time desses para executar o maior projeto da sua vida? Mas, por incrível que pareça, para espanto das ciências, Ele transformava pedras brutas em obras-primas.

E eu fui às lágrimas ao perceber o que esses jovens eram antes e no que eles se tornaram. Ele não teve medo de chorar diante deles. Um grande mestre é capaz de falar dos dias mais tristes da sua vida para os seus alunos aprenderem a escrever os capítulos mais importantes de sua história nos momentos mais dramáticos."

Entrevistadora: "Ora, quem era o homem Jesus que você descobriu através de longos anos de estudo?"

Augusto Cury: "Bom, Ele foi, de fato, como eu estou dizendo, o homem mais inteligente da história. Ele geria sua emoção com maestria. Ele conseguia fazer poesia no caos. Ele transformava prostitutas em rainhas. Ele era tão generoso que era capaz de transformar quem estava à margem da sociedade num príncipe ou numa princesa.

E eu me perguntava: que homem era este? Inclusive quando Judas o beijou: 'Amigo, a que vieste?'. Que homem era esse que dava tudo o que tinha para aqueles que pouco tinham?

Ele não tinha medo de ser traído, Ele tinha medo de perder um amigo. Portanto, quando eu estudei a mente dele, eu me curvei, como eu disse, humildemente à sua inteligência e percebi que Ele não cabe no imaginário humano. Ele tem de ter sido real. Eu só passei a acreditar em Deus e me tornei um cristão sem fronteiras por causa disso."

Qual a sua oinião sobre Jesus Cristo?

👉 Esse é nosso Salvador.

- Essencialista

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